Sustentabilidade


O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo

Hoje, Dia da Biodiversidade, cabe destacar a necessidade de preservação dos biomas e a recuperação de áreas já devastadas

22/05/2020 09h04

Foto: Divulgação

Conservar a biodiversidade é um desafio que deve envolver todos os setores da sociedade – seja governos, empresas, instituições não–governamentais universidades e a população em geral, de forma que as riquezas sejam utilizadas, os empreendimentos sejam implantados, mas que seja garantida a preservação dos biomas e a recuperação de áreas já devastadas.

Nesta sexta, 22 de maio, é o Dia da Biodiversidade. O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo, nos seus três ecossistemas marinhos e seis biomas terrestres, com mais de 103.870 espécies animais e 43.020 vegetais. Considerando a vastidão do seu território, o Brasil conta com diferentes zonas climáticas que favorecem a formação dos diversos biomas, entre eles: a floresta amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado, com suas savanas e bosques; a Caatinga, composta por florestas semiáridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica. Sem falar em uma extensa costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como dunas, manguezais, lagoas, recifes de corais, pântanos e estuários.

Cabe ressaltar, que o país abriga também uma rica sociobiodiversidade, representada por mais de 200 povos indígenas e por diversas comunidades – como quilombolas, caiçaras e seringueiros, para citar alguns – que reúnem um inestimável acervo de conhecimentos tradicionais sobre a conservação da biodiversidade.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente - MMA, produtos da biodiversidade respondem por 31% das exportações brasileiras, com destaque para o café, a soja e a laranja. As atividades de extrativismo florestal e pesqueiro empregam mais de três milhões de pessoas. A biomassa vegetal, incluindo o etanol da cana-de-açúcar, e a lenha e o carvão derivados de florestas nativas e plantadas respondem por 30% da matriz energética nacional – e em determinadas regiões, como o Nordeste, atendem a mais da metade da demanda energética industrial e residencial. Há também, grande parte da população brasileira fazendo uso de plantas medicinais para tratar dos problemas de saúde.

O valor da biodiversidade é incalculável. "Apenas quanto ao seu valor econômico, por exemplo, os serviços ambientais que ela proporciona – enquanto base da indústria de biotecnologia e de atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais – são estimados em 33 trilhões de dólares anuais, representando quase o dobro do PIB mundial", aponta o MMA.

Origem da data

A data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, visa conscientizar a população de todo o mundo sobre a importância da diversidade biológica e preservação da biodiversidade em todos os ecossistemas. A data é uma homenagem ao dia da aprovação do texto final da Convenção da Diversidade Biológica, chamado “Nairobi Final Act of the Conference for the Adoption of the Agreed Text of the Convention on Biological Diversity”. Antes, o Dia Internacional da Biodiversidade era celebrado em 29 de dezembro, quando entrou em vigor a Convenção da Diversidade Biológica.

Nesse dia é importante fazer uma reflexão sobre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que tem com o propósito de estimular esforços para que, até 2030, todas as ações sejam aplicadas universalmente, e assim contribuam para o fim de todas as formas de pobreza, promovam a luta contra as desigualdades e combatam as alterações climáticas, assegurando que todos os povos e regiões do planeta sejam beneficiados.

Evento virtual

Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza nesta sexta-feira (22), às 11h, bate-papo virtual sobre a importância da ratificação do Protocolo de Nagoia, acordo que estabelece as regras internacionais para conservação e uso sustentável da biodiversidade. A live será transmitida pelo Twitter e Linkedin da CNI.

Participam do encontro o deputado federal Rodrigo Agostinho (SP), o presidente da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), Thiago Falda, e o professor de Direito Ambiental, João Emmanuel Lima. O gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, será o moderador.