02/02/2021 10h11
Foto: Divulgação
O ano de 2020 terminou com 63.447 acidentes e 5.287 mortes nas rodovias federais que cortam o Brasil. O número representa, respectivamente, queda de 5,9% e de 0,8% em relação ao ano anterior. Os dados são do Painel de Acidentes Rodoviários da Confederação Nacional do Transporte (CNT), e foram divulgados na segunda-feira (1º).
A pesquisa usa informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com os números, do total de vítimas, 81,8% são homens. Mais da metade dos acidentes ocorreram nos fins de semana (54,8%). Além disso, a BR-116 – que liga o Ceará ao Rio Grande do Sul – e a BR-101– que une o Rio Grande do Norte ao RS – são as que mais matam no país.
O levantamento também traz informações sobre os índices nas unidades da federação. Minas Gerais foi o estado com o maior número de acidentes e mortes, respectivamente, 8.363 e 717. Já O Distrito Federal contabiliza cinco vezes mais acidentes a cada 100 quilômetros que a média nacional. Na capital, o índice foi de 405 casos e, em todo o país, ficou em 81.
Segundo a CNT, "o custo estimado de todos os acidentes em rodovias federais foi de R$ 10,22 bilhões". A confederação afirma que a redução no número de casos foi maior que no número de mortes, o que indica que, "embora tenha havido menos acidentes, eles foram mais letais".
Perfil das vítimas e casos
Segundo o levantamento, as colisões entre veículos são as ocorrências mais frequentes, com 59,4% do total, e responsáveis pelo maior índice de mortes (61,8%).
Os automóveis são o tipo de veículo que mais se envolveu em acidentes (44,2%), seguido de motos (31,8%), caminhões (17,6%) e bicicletas (2,7%). A maioria das vítimas fatais tinha mais de 45 anos.