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Transporte Aéreo

Aeroportos do Norte batem recorde de passageiros internacionais

Entre janeiro e junho, embarcaram 103.868 passageiros, alta de 30,7% em relação ao mesmo período de 2025

29/10/2026 11h30

 Foto: Pedro Guerreiro - Governo do Pará

A aviação internacional na região Norte registrou um recorde no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os aeroportos da região embarcaram 103.868 passageiros em voos internacionais, alta de 30,7% em relação ao mesmo período de 2025. Foi a primeira vez que o volume superou 100 mil passageiros em um semestre, alcançando o melhor resultado da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Considerando os voos domésticos e internacionais, a movimentação aérea da região somou 2.773.145 passageiros no período, crescimento de 0,3% na comparação com o primeiro semestre do ano passado e o melhor resultado dos últimos dez anos.

O avanço do mercado internacional foi impulsionado principalmente pelas ligações com Colômbia, Panamá, Portugal, Estados Unidos e Suriname, que registraram crescimentos de 25%, 23,8%, 19,5%, 13,7% e 12,8%, respectivamente. A presença de países da América do Sul e da América Central entre os principais mercados evidencia a relevância da região Norte nas conexões aéreas do Brasil com países vizinhos.

No mercado doméstico, foram registrados 2.669.277 passageiros, volume praticamente estável em relação ao primeiro semestre de 2025. Em junho, porém, a movimentação total, considerando voos nacionais e internacionais, foi de 476.026 passageiros, queda de 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Aeroportos mais movimentados

Belém liderou a movimentação aérea na região Norte no primeiro semestre de 2026, com 960.854 passageiros embarcados. Em seguida, aparecem Manaus, com 756.146, e Palmas, com 179.000. Macapá, com 155.359 passageiros, e Porto Velho, com 139.285, completam as cinco primeiras posições.

Outros aeroportos também registraram movimentação expressiva no período, como Santarém, com 116.657 passageiros, Boa Vista, com 96.730, Rio Branco, com 89.979, e Marabá, com 86.183. Os números evidenciam a importância da malha aérea para conectar as capitais e os municípios do interior da Amazônia.