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Transporte Aquaviário

Canal de Suez registra perdas mensais de receita de US$ 800 mi

Enquanto isso, a MSC espera estabilidade em larga escala na região para retomar o trânsito na rota

19/03/2025 15h17

Foto: Divulgação

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, disse que as perdas mensais de receita do Canal de Suez atingiram cerca de US$ 800 milhões devido à "situação regional" resultante dos ataques dos Houthis à navegação internacional no Mar Vermelho. 

O grupo iemenita prometeu recentemente retomar as ações contra navios dos EUA no Mar Vermelho em resposta aos ataques dos EUA no Iêmen que mataram pelo menos 53 pessoas recentemente, a maior operação militar dos EUA no Oriente Médio desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo em janeiro. Eles também disseram que retomariam os ataques aos navios israelenses que transitam pelo Mar Vermelho se Israel não suspendesse o bloqueio à entrada de ajuda em Gaza.

MSC e o Mar Vermelho

Enquanto isso, o Almirante Ossama Rabiee, presidente da Autoridade do Canal de Suez, se reuniu com Soren Toft, CEO da MSC, para discutir oportunidades de cooperação conjunta por videoconferência. A reunião discutiu os últimos desenvolvimentos no Mar Vermelho e na região de Bab al-Mandab em relação ao transporte marítimo global e revisou as políticas de navegação da MSC Shipping Line pelo Canal de Suez.

O Almirante Rabiee enfatizou que a Autoridade do Canal de Suez (SCA) continua a implementar sua estratégia de desenvolvimento de hidrovias, observando que o Projeto de Desenvolvimento do Setor Sul foi concluído e está operacional, aumentando a segurança da navegação para embarcações maiores durante o trânsito pelo Canal de Suez.

De sua parte, Soren Toft confirmou seu interesse em monitorar de perto os desenvolvimentos no Mar Vermelho, esperando por um progresso duradouro e estabilidade em larga escala na região, observando que a situação continua desafiadora e elogiando o papel da SCA em abordar os desafios atuais com agilidade e entender a natureza do cenário e as demandas dos clientes. 

Toft explicou que o Cabo da Boa Esperança não é a opção preferida da linha de navegação, dada a sua falta de serviços de navegação, o que significa que navegar por ele requer mais cautela. Ele expressou esperança de que a estabilidade finalmente seja restaurada na região, o que será refletido nos navios MSC transitando novamente pelo Canal de Suez.

Vale ressaltar que, apesar das boas intenções, a situação no Mar Vermelho está longe de ser estável, principalmente após o recente bombardeio israelense em Gaza.

Fonte: Mundo Marítimo