13/04/2026 10h10
Foto: Divulgação
A espanhola Aena (Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea) levou o leilão de concessão do Galeão, por R$ 2,9 bilhões, e marcou de vez sua presença no Brasil. O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é o terceiro mais movimentado do país em volume de passageiros, com 17,8 milhões em 2025.
A concessão do terminal carioca, negociada no dia 7, está prevista para iniciar no segundo semestre deste ano. O Galeão, que também está na terceira posição na movimentação de cargas no Brasil, com 68 mil toneladas entre importações e exportações registradas ano passado, reforça o portfólio da companhia por aqui, que chega a 18 aeroportos no país.
Com isso, a Aena se consolida como a maior rede de aeroportos concedidos no território brasileiro, tendo sob sua gestão 45,6 milhões de embarques e desembarques, 62 milhões de passageiros e 20% do tráfego aéreo nacional.
A espanhola detém o posto de maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros, perto de 385 milhões ao todo registrados no ano passado. Eles passaram pelos mais de 80 aeroportos, e dois heliportos, sob sua gestão.
A atuação no Brasil teve início em 2020, após arrematar um lote para assumir seis aeroportos na região Nordeste. Sob sua gestão está ainda o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, principal ativo da empresa no país, com movimentação de 24,5 milhões de passageiros em 2025, e de mais de 100 mil pessoas circulando diariamente.
Congonhas, que festejou os 90 anos do aeroporto na quinta-feira (9), concentra o principal polo de ponte-aérea, sendo, ao todo, perto de 600 pousos e decolagens por dia. No dia 31 de março, ele se tornou também o primeiro aeroporto do país a contar com uma estação de metrô fisicamente integrada, com a inauguração da linha 17-Ouro, uma obra que custou R$ 5,97 bilhões, pagos pelo governo estadual.
O plano de investimentos da Aena em Congonhas soma R$ 2,6 bilhões, direcionados a um novo terminal, que vai ampliar a capacidade comercial do porto. Quando as obras encerrarem em 2028, terá dobrado sua Área Bruta Locável (ABL) de 10 mil m² para mais de 20 mil m².
A empresa diz em seu site que abrirá o processo de concorrência “nas próximas semanas”. Segundo a Aena, Congonhas possui o metro quadrado com maior volume em vendas do país entre aeroportos domésticos e centros comerciais.
O montante direcionado à Congonhas faz parte de um total de R$ 9,2 bilhões em investimentos anunciados em parceria com o governo federal para melhoria de aeroportos, em especial, os de um bloco formado por 11 deles em quatro estados (SP, MG, PA e MS), arrematado em um leilão promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil – Anac em 2022, e operados pela Aena desde 2023.
No total, o bloco dos 11 receberá R$ 5,7 bilhões. Desses, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES e R$ 1 bilhão será investido pelo Grupo Santander. Outros R$ 3,1 bilhões serão aportados ao longo do prazo da concessão e irão para o bloco do seis do Nordeste. A expectativa é que as obras também adicionem mais de três mil empregos no mercado.
O balanço da Aena referente a 2025, divulgado em fevereiro, registra desempenho financeiro recorde, o que levou as suas ações a saltarem 16,5%. O lucro líquido reportado pelo grupo foi de 2,4 bilhões de euros, crescimento de 10,5% na comparação anual.
A Aena nos aeroportos brasileiros
Nordeste
Sudeste
Centro-Oeste
Norte
E no mundo
• 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha.
• 51% do Aeroporto de Luton, em Londres
• 51% na nova holding que controla e opera 100% do Aeroporto de Leeds Bradford (Inglaterra)
• 49% do Aeroporto de Newcastle (Inglaterra)
• 12 aeroportos no México
• 2 aeroportos na Jamaica
Fonte: IstoÉ Dinheiro