Gestão Pública

Covas: Não há previsão de chegada de insumos para CoronaVac

Estoque de IFA do Butantan se esgota nessa semana e, até o momento, China não liberou o envio de mais remessas

13/05/2021 07h26

Foto: Divulgação

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, voltou a afirmar que não há previsão para a chegada de insumos da CoronaVac. Até o final desta semana, todas as 46 milhões de doses da vacina, parte do acordo com o Ministério da Saúde, serão entregues para o governo federal.

O início da produção da segunda parte, de 54 milhões de doses, pode atrasar, já que todo o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) do Butantan foi utilizado, dependendo da chegada de novos insumos da China. “Existia a perspectiva de autorização da exportação até esta quinta-feira (13)”, disse Dimas Covas. “Essa previsão não vai se cumprir. Nós não temos data nesse momento prevista para essa autorização. Estamos aguardando, ela pode acontecer a qualquer momento, mas, neste momento, não há previsão”.

De acordo com o governador João Doria, a Sinovac possui 10.000 litros de IFA armazenados, prontos para serem enviados para o Brasil, mas depende da aprovação do governo da China. “O Instituto Butantan mantém a sua previsão da entrega de 100 milhões de doses até 30 de setembro, mas isso poderá ser revisto pela falta de entregas de insumo”, disse Doria.

Salvador deve receber apenas 26 mil doses da CoronaVac

Na expectativa de receber até 400 mil doses da vacina CoronaVac no próximo domingo (16), a Bahia deve auferir, apenas, 130 mil porções das vacinas contra a Covid-19, o que não vai "zerar a fila" dos grupos prioritários que receberam a primeira aplicação do imunizante.

A anúncio foi feito pelo secretário municipal da Saúde, Leo Prates. De acordo com ele, com a mudança por parte do Ministério da Saúde, afetará também a capital baiana. Se antes eram esperadas o recebimento de até 80 mil doses, a obtenção será de porções entre 26 mil e 30 mil.

Em Salvador, cerca de 63 mil pessoas ainda têm de tomar a segunda dose do imunizante CoronaVac. "Quem não agendou vai ter que esperar uma nova remessa", disse Leo Prates.

"Vale lembrar que, por outro lado, Salvador e a Bahia não seguiram totalmente as recomendações do Ministério da Saúde, segurando doses recebidas por até 15 dias", salientou.

Ainda de acordo com Leo Prates, ainda não se sabe quando essa nova remessa deve chegar. "O ministério decidiu não passar previsões. Tínhamos recebido a previsão das 400 mil doses na segunda-feira. Porém, agora, não tenho certeza de quando o ministério vai enviar", comentou.