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19/11/2023 07h35
Foto: Divulgação
A Nissan vive uma fase de crescimento no mercado brasileiro. Entre automóveis e comerciais leves, a montadora japonesa comercializou 59,1 mil unidades no acumulado deste ano até outubro — alta de quase 25% na comparação anual. Um resultado importante e que coincide com a celebração dos 23 anos de presença no País. Para manter os negócios em evolução, a marca anunciou investimento de R$ 2,8 bilhões na fábrica de Resende (RS), com a meta de atender não só o Brasil, mas todos os países da América Latina, além de outras regiões pelo mundo.
A estratégia faz parte do Ambition 2030, projeto que marca a virada tecnológica da empresa para a eletrificação. “Levando em consideração as necessidades e realidades do Brasil e da América do Sul, temos uma estratégia local que garantirá a nossa transformação nos próximos anos”, afirmou Makoto Uchida, presidente e CEO da Nissan Motor Co., que esteve pela primeira vez no País. “Precisamos demonstrar o nosso compromisso com novas ações para construir uma base sólida e seguirmos evoluindo e, assim, contribuir para atingir os objetivos globais.”
Foto: Divulgação
O atual plano de negócios do grupo no País, que engloba os anos de 2023 a 2025, foi incrementado em R$ 1,5 bilhão, tendo em vista que o aporte previsto no período era de R$ 1,3 bilhão. O investimento contemplará instalação de equipamentos, ampliações na linha de produção e a evolução de processos no complexo fabril do Rio de Janeiro.
Mais do que isso, o montante vai possibilitar a fabricação de dois novos SUVs, sendo que um deles dará continuidade à bem-sucedida linhagem do Nissan Kicks, que é o carro-chefe da marca no Brasil. Apenas dele, foram vendidas 41,7 mil unidades até outubro, aumento de 21% em relação a igual período do ano passado (32,7 mil). O aporte na planta brasileira contemplará a fábrica de motores, com um propulsor turbinado que equipará os veículos.
A aposta da montadora no Kicks é justificada pelos números. Inicialmente pensado para atender o mercado nacional, o carro se tornou um produto global, segundo Uchida, “vendido para mais de 70 países”, disse.
Inicialmente, a nova geração de SUVs será distribuída nos 20 países da América Latina.
Maior participação
Com o investimento, os planos da empresa são mais do que dobrar a participação no mercado interno brasileiro. Em 2022, as vendas locais deixaram a fabricante na nona posição do ranking da Fenabrave, com 2,7% de share. A meta é alcançar 7% até 2026.
“O Brasil e a América Latina são mercados estratégicos para o grupo. Dos dois SUVs que serão produzidos, um deles será o novo modelo do Kicks, que é um grande sucesso no País”, disse o presidente. O SUV é o único modelo fabricado na planta brasileira. Os sedãs Versa e Sentra, assim como a picape Frontier, são importados.
O novo investimento no Brasil, segundo a Nissan, reforça a consistência da estratégia no mercado nacional e em toda a América do Sul. Para sua construção, o complexo industrial de Resende recebeu, à época, R$ 2,6 bilhões, o que até hoje é um dos maiores montantes aplicados em uma fábrica de automóveis no País.
Assim, os aportes realizados pela montadora por aqui, incluindo os que agora garantem a produção dos dois novos SUVs e a montagem do motor turbo, somam um total de R$ 6,2 bilhões em dez anos.
Inaugurada em abril de 2014, a fábrica da Nissan em Resende atua em dois turnos desde o ano passado, o que culminou à época na contratação de quase 600 colaboradores. Não há planos para a abertura de vagas, mas um terceiro turno pode ser implementado em 2027, caso as metas da empresa sejam alcançadas até lá.
Para a América Latina, a postura adotada pela Nissan é de cautela. A região enfrenta instabilidade econômica e baixo crescimento, sobretudo na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
Fonte: Isto É Dinheiro