07/01/2026 14h17
Foto: GWM - Divulgação
O mercado brasileiro de veículos eletrificados fechou 2025 em alta histórica, registrando 223.912 unidades vendidas, um crescimento de 26% em relação a 2024 (177.358). O avanço foi dez vezes superior ao do mercado total de veículos leves, que cresceu apenas 2,6% no período, evidenciando a aceleração da transição tecnológica no país, segundo dados da ABVE.
Dezembro de 2025 foi um marco: foram 33.905 veículos eletrificados emplacados, atingindo 13% de participação no mercado doméstico. Este é o maior share mensal já registrado na série histórica da associação, confirmando que o setor não apenas cresce, mas consolida sua relevância no varejo nacional.
Dentro desse total, os veículos plug-in (BEV e PHEV) representam 78% das vendas do mês, com BEVs 100% elétricos somando 11.550 unidades e os híbridos plug-in 14.961. No acumulado do ano, os plug-ins correspondem a 81% dos eletrificados, mostrando que o Brasil não depende apenas de híbridos sem recarga externa (HEV) para avançar.
O restante do mercado de eletrificados é composto por híbridos convencionais e HEV Flex, que juntos respondem por 19% do total anual, enquanto os micro-híbridos (MHEV) alcançaram 61.340 unidades em 2025, crescendo 279% em relação a 2024. Por sua natureza técnica, esses veículos não entram no cálculo de market share plug-in nem na tabela a seguir, que considera apenas BEV, PHEV, HEV e HEV Flex.
O presidente da ABVE, Ricardo Bastos, destacou que 2025 foi um ano de virada estrutural para a eletromobilidade no Brasil. Além do crescimento recorde, foi iniciado o processo de produção nacional de veículos elétricos e plug-in, com fábricas da BYD, GWM e GM. A diversidade de modelos e preços mais competitivos também impulsionou a adoção do consumidor final.
A consolidação da eletromobilidade é visível também na distribuição regional: o Sudeste lidera com 46,4% das vendas, seguido pelo Sul (17,9%) e Nordeste (16,3%). A interiorização do mercado cresce lentamente, mas continua concentrada nas capitais, que somam 53% dos emplacamentos.
Em resumo, o Brasil encerra 2025 não apenas com recordes históricos, mas com um mercado maduro e orgânico, sustentado majoritariamente por veículos plug-in, e se consolida como referência emergente global em eletromobilidade, enquanto se prepara para romper a barreira de dois dígitos de share de forma contínua em 2026.