21/10/2026 15h12
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O financiamento de caminhões no Brasil cresceu 19,1% de janeiro a setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da B3. Foram 209.227 operações nos nove primeiros meses deste ano, ante 188.406 em igual intervalo de 2025.
Em setembro, foram financiados 26.596 caminhões, volume 15,9% superior às 22.942 operações registradas no mesmo mês do ano passado. O avanço foi impulsionado pelos modelos novos, que registraram crescimento, enquanto o financiamento de usados permaneceu praticamente estável, com leve queda.
As operações com caminhões novos somaram 13.619 em setembro, ante 9.931 no mesmo mês de 2025, uma alta de 37,2%. Já os financiamentos de usados recuaram 0,3%, de 13.011 para 12.977 unidades.
Os dados de veículos pesados fazem parte do levantamento da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a dados, analytics e inteligência artificial, que apontou o melhor setembro para o mercado brasileiro de financiamento de veículos em 15 anos.
No mercado total, foram financiados 670.675 veículos em setembro, alta de 2,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume foi o maior para o mês desde 2011, quando foram registradas 665.801 operações. No acumulado de janeiro a setembro, os financiamentos de veículos chegaram a 5,8 milhões de unidades, crescimento de 9,1% na comparação anual.
“Mesmo em um cenário econômico marcado por volatilidade, o financiamento de veículos continua mostrando força”, afirma Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes na Trillia. Segundo ele, a média diária alcançou 31.937 veículos financiados por dia útil em setembro.
O resultado dos caminhões ocorre em um cenário de custo elevado do crédito, que afeta as decisões de compra de transportadoras e caminhoneiros autônomos. Para empresas do setor, as condições de financiamento são um fator importante na renovação da frota e na aquisição de veículos para ampliar a capacidade de transporte.
O avanço dos financiamentos de caminhões novos em setembro contrasta com a estabilidade das operações envolvendo usados e indica maior participação dos modelos zero-quilômetro no crescimento mensal. Os dados, porém, não permitem concluir isoladamente se o movimento decorre de maior demanda, de mudanças nas condições comerciais ou da disponibilidade de crédito.
CDC continua à frente
Entre as modalidades de financiamento, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) continuou predominante, com 209.227 operações no acumulado até setembro, segundo os dados informados pela B3.
No conjunto do mercado de veículos, os automóveis leves concentraram o maior volume de financiamentos em setembro, com 468 mil unidades, sendo 342 mil usadas e 126 mil novas. As motocicletas somaram 176 mil operações, das quais 132 mil envolveram modelos novos e 44 mil, usados.
Regionalmente, o Sudeste respondeu por 42% dos financiamentos de veículos no país em setembro. O Sul ficou em segundo lugar, com 20%, seguido pelo Nordeste, com 19,9%, Centro-Oeste, com 10,7%, e Norte, com 7,5%.