03/08/2026 08h48
Foto: Divulgação
O Terminal de Cargas (Teca) do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, movimentou mais de 342 mil toneladas de mercadorias em 2025, somando 167 mil toneladas nas importações e 175 mil toneladas nas exportações. O resultado representa um novo recorde para o complexo logístico, consolidando Guarulhos como a principal porta de entrada das cargas aéreas internacionais do país.
Segundo a GRU Airport, o terminal responde atualmente por 55% das importações aéreas brasileiras, índice que evidencia a concentração das operações de comércio exterior no aeroporto paulista. O complexo reúne 21 companhias cargueiras com voos diretos para os principais centros logísticos da América do Norte, Europa e Oriente Médio.
A liderança é explicada por uma combinação de fatores. Além da elevada conectividade internacional, o aeroporto está localizado próximo ao maior polo industrial e consumidor do país, concentrando operações de setores que dependem de rapidez e previsibilidade logística. Entre as principais cargas movimentadas estão medicamentos, equipamentos médicos, componentes eletrônicos, autopeças, produtos farmacêuticos, itens de alto valor agregado e mercadorias perecíveis.
Embora represente uma parcela relativamente pequena do volume transportado em relação aos modais rodoviário e marítimo, a carga aérea é responsável pelo transporte de produtos de maior valor agregado e elevada criticidade para a indústria e o comércio exterior. O modal é estratégico para o abastecimento de cadeias produtivas, especialmente em operações que exigem rapidez, controle de temperatura e elevado nível de segurança.
O desempenho acompanha o crescimento da carga aérea internacional no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os aeroportos brasileiros movimentaram 673,6 mil toneladas de cargas no primeiro semestre de 2026, alta de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. As operações internacionais responderam por 448,2 mil toneladas, o equivalente a 66,5% de toda a movimentação, confirmando que o segmento continua sendo o principal motor da carga aérea brasileira.
Fonte: Agência Transporte Moderno