04/11/2021 13h57
Foto: Divulgação
O aumento nos preços do petróleo é “um indicador positivo” para as companhias aéreas porque aponta a retomada do crescimento econômico, mas repercutirá nos preços das passagens, disse sua associação Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês).
“O aumento dos preços do petróleo como conhecemos hoje é provavelmente um indicador positivo para o setor (das companhias aéreas), já que geralmente reflete um aumento na demanda econômica”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da Iata, durante uma vídeoconferência de imprensa.
“As companhias aéreas sofreram grandes prejuízos nos últimos meses, portanto, é impossível que essas companhias possam absorver este aumento: deve repercutir nos consumidores e isso terá um impacto nos preços” das passagens, acrescentou.
Esses aumentos nos preços não deveriam frear a recuperação do setor no curto a médio prazo, disse. O tráfego deve se recuperar “à medida que as restrições de viagem são eliminadas”, mas podem “levar a uma demanda menor a longo prazo”.
A Iata constata uma “recuperação moderada” no tráfego aéreo em setembro, que corresponde a 53,4% menos que seu nível em setembro de 2019, em comparação com uma queda de 56% entre agosto de 2019 e agosto de 2021.
A queda em setembro foi de 69% na Ásia, de 50% na Europa e de 30,5% na América do Norte durante dois anos.
Por atividade, os voos domésticos continuam sua recuperação (-24% em dois anos), mas os internacionais seguem altamente afetados (-69%).
O levantamento das proibições de viagem foi “mais lento do que queríamos e mais lento do que pensamos que a ciência permitiria”, afirmou Willie Walsh, que celebrou a reabertura das viagens para os Estados Unidos na próxima segunda-feira 8 de novembro, a qual ele esperava para o começo do verão boreal (inverno no Brasil).
Os executivos de companhia aérea com os quais falou estão “mais otimistas sobre a retomada das viagens de negócios”, disse.
O frete aéreo continua crescendo, o que “deve continuar”, segundo Walsh. Estava em alta com 9% em setembro, em comparação com 2019.
Fonte: Folha de São Paulo