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Transporte Aéreo

Latam inaugura oficialmente a rota São Paulo-Amsterdã

Os voos são realizados com aeronaves Boeing 787-9, configuradas para transportar cerca de 300 passageiros

30/03/2026 09h15

Foto: Divulgação

Mais do que inaugurar uma nova rota, a Latam Airlines começa sua operação entre São Paulo (GRU) e Amsterdã com um indicativo claro de demanda aquecida: a oferta de voos precisou ser ampliada antes mesmo da estreia.

A operação da Latam será realizada seis vezes por semana, às segundas, terças, quintas, sextas, sábados e domingos. Os voos partem de Guarulhos às 18h05, com chegada em Amsterdã às 11h do dia seguinte. No sentido inverso, saem às 13h05, pousando no Brasil às 20h15.

Por trás da decisão, segundo Aline Mafra, diretora de Vendas e Marketing da Latam Brasil, está um ponto central: a rota já nasce apoiada em uma demanda existente.

“Amsterdã já é um destino com uma indústria importante. Existe uma forte ligação de negócios com o Brasil. Quando esse mercado já existe, a escolha se torna mais segura, porque não precisamos desempenhar um papel tão grande de gerar conhecimento do destino”, explicou.

Esse cenário muda a dinâmica tradicional de lançamento de rotas. Em vez de exigir um esforço mais intenso de estímulo e posicionamento, a operação encontra um fluxo já estabelecido, principalmente no segmento corporativo, que ajuda a sustentar a ocupação desde o início. “É um destino que concentra tanto demanda de lazer quanto de trabalho, e isso é essencial para viabilizar a integridade da rota”, disse.

A escolha também leva em conta fatores geográficos e logísticos. Inserida em uma das regiões economicamente mais relevantes da Europa, Amsterdã funciona como porta de entrada estratégica para o eixo do Benelux. Embora a operação tenha foco em passageiros, o transporte de cargas no porão das aeronaves entra como complemento importante na equação da rota.

Rota consolidada muda curva de vendas

Esse cenário apareceu rapidamente nos números. Segundo Aline Mafra, a resposta do mercado veio quase imediata e fora do padrão para uma rota nova.

“No momento em que publicamos o voo, a resposta foi muito rápida. Amsterdã chegou a ser o destino mais vendido em uma das nossas campanhas. Isso não é comum”, afirmou.

A reação acelerada acabou mudando o próprio planejamento da operação. Inicialmente prevista com três frequências semanais, a rota foi ampliada ainda durante a fase de vendas.

“Foi a primeira vez em 20 anos que vimos uma rota dobrar de tamanho antes mesmo de começar. A gente lançou, adicionou frequência, voltou para o plano, ajustou de novo… até encontrar o melhor caminho”, disse.

Apesar do desafio de ajustar a estratégia em movimento, a leitura interna é positiva. A resposta forte do mercado deu segurança para antecipar o crescimento da operação antes mesmo do primeiro voo.

Latam reforça estratégia de carga

A nova ligação com Amsterdã também amplia o papel da operação para além do transporte de passageiros. A rota nasce integrada à estratégia de cargas da Latam Cargo, aproveitando o posicionamento da capital holandesa como um dos principais hubs logísticos da Europa.

Nesse modelo, o transporte é feito no porão das aeronaves de passageiros, o chamado belly cargo, o que permite combinar demanda de viajantes com o fluxo de mercadorias e aumentar a eficiência da operação.

A relevância econômica dessa conexão foi destacada por Peter de Bruijn, representante da Embaixada dos Países Baixos no Brasil. Segundo ele, o Brasil é um dos principais parceiros comerciais dos Países Baixos, que ocupam a quarta posição entre os destinos das exportações brasileiras. “Essa nova rota reforça a cooperação entre os dois países e fortalece ainda mais as relações comerciais”, afirmou.

Na prática, a operação da Latam facilita tanto o envio de produtos brasileiros para a Europa, quanto a chegada de insumos e bens industriais ao Brasil, ampliando o intercâmbio econômico e consolidando a aviação como um elo estratégico nessa relação.