Utilizamos cookies de terceiros para fins analíticos e para lhe mostrar publicidade personalizada com base num perfil elaborado a partir dos seus hábitos de navegação. Pode obter mais informação e configurar suas preferências AQUI.

Transporte Terrestre

Mobilidade vai gerar renda e transformar a logística urbana

Esse movimento depende de inovações empresariais e incentivos governamentais, analisa Fernando Pfeiffer

16/05/2026 10h21

Foto: Divulgação

Do carro elétrico ao voador, a evolução da mobilidade vai transformar a logística urbana enquanto gera emprego e renda. Esse movimento depende de inovações empresariais e incentivos governamentais, analisa Fernando Pfeiffer, CBO da consultoria Bright Consulting. “Marcos regulatórios e parcerias público-privadas são essenciais”, afirma.

 “A grande inovação do carro elétrico é o ecossistema que ele mobiliza. Seja com energia, infraestrutura, financiamento. Abre um leque de oportunidades”, afirma Pfeiffer.

“Porém não adianta você trazer o grid se o consumidor não conseguir carregar no prédio dele”, comenta, ao apontar a necessidade de conexão entre poder público e privado nessa jornada. “É importante se apropriar das possibilidades, pois isso vai gerar renda”, complementa.

A leitura é reforçada por Larissa Maraccini, VP de pessoas, marketing, comunicação e ESG da Eve Air Mobility, subsidiária brasileira da Embraer que produz aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. “Esse novo setor (de mobilidade urbana) tem capacidade de gerar impacto em toda a cadeia.”

“Desde a formação de pessoas, com o desenvolvimento de competências, até a parte de suprimentos, softwares, gestão de dados, serviços e suporte”, enumera a executiva. “Ao trabalhar um produto assim, de baixa emissão e ruído, estamos tentando sanar problemas que existem na sociedade”, observa.

Características brasileiras

Os especialistas acreditam que o Brasil possui especificidades que garantem um ambiente mais prolífico para o desenvolvimento desse tipo de tecnologia. “É aterrorizante pensar que a gente está perdendo postos de trabalho para a China, ao passo que criamos uma tempestade perfeita para os chineses nos últimos anos”, comenta Pfeiffer.

Para ele, a maior vantagem competitiva do País é a diversidade. “Em grandes cidades, os veículos elétricos são a melhor opção; para as estradas, os veículos híbridos atendem; e para as cidades menores, sem infraestrutura, talvez o etanol seja o melhor caminho para a descarbonização”, diz. “A China não tem isso.”

Fonte: Estadão