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Transporte Aquaviário

MSC amplia sua liderança global no transporte de contêineres

As companhias de navegação foram responsáveis por quase 40% do crescimento da capacidade das 12 maiores operadoras

08/01/2026 14h15

Foto: Divulgação

Em 2025, a MSC consolidou ainda mais sua posição no ranking global de transporte marítimo de contêineres, firmando sua liderança como a maior companhia de navegação do mundo em capacidade. Em um ano no qual as doze operadoras que controlam individualmente mais de 1% da frota global aumentaram sua capacidade combinada em 7,3%, a empresa sediada em Genebra foi responsável por uma parcela substancial desse crescimento, segundo a Alphaliner.

No total, as principais transportadoras adicionaram 2,14 milhões de TEUs às suas frotas durante o ano, dos quais a MSC adicionou 831.400 TEUs, representando “nada menos que 39% do crescimento total da capacidade das 12 maiores”, segundo o relatório. Esse aumento representou uma expansão de 11,7% em relação ao ano anterior para a companhia de navegação controlada pela família Aponte.

Graças a esse desempenho, a diferença entre a MSC e a Maersk, segunda colocada no ranking, aumentou para 2,5 milhões de TEUs, em comparação com os 1,9 milhão de TEUs registrados no ano anterior.

O forte crescimento da MSC não é um fenômeno isolado. A companhia de navegação já havia experimentado a maior expansão em 2024 (+10,3%), 2023 (+22,0%), 2022 (+7,5%) e 2021 (+10,7%), consolidando uma estratégia de crescimento sustentado ao longo do recente ciclo de mercado.

A expansão da frota em 2025 foi impulsionada principalmente por novas construções. A MSC recebeu 54 novos navios, adicionando 695.185 TEUs. "Os restantes 831.400 TEUs do crescimento total devem-se principalmente à sua contínua ofensiva de compras no mercado de segunda mão", acrescenta a análise.

Outras companhias de navegação também apresentaram crescimento de mercado acima da média. A Evergreen cresceu 10,2%, a HMM 12,8%, a Wan Hai 9,4% e a PIL 13,4%. Em contrapartida, a ZIM foi a única operadora entre as 10 maiores a reduzir sua capacidade para 2025, com uma queda de 10,7% após vários anos de rápida expansão. Essa contração fez com que a companhia de navegação israelense caísse para a décima posição no ranking, enquanto a Yang Ming recuperou a nona posição com um crescimento moderado de 1,5%.

O relatório destaca que a ZIM e a Yang Ming foram "as únicas transportadoras entre as 12 maiores que não incorporaram nenhuma embarcação nova durante 2025", o que explica em parte seu desempenho relativo em comparação com concorrentes mais ativos no mercado de construção naval.

A CMA CGM não ultrapassará a Maersk este ano.

Olhando para o futuro, prevê-se uma possível mudança no ranking entre a Maersk e a CMA CGM. A empresa francesa de transporte marítimo, com capacidade para 4,13 milhões de TEUs, reduziu a diferença para a Maersk (4,61 milhões de TEUs), crescendo em linha com a média do mercado (+7,5%), enquanto a operadora dinamarquesa registrou um aumento mais modesto de 4,3%. No entanto, “com base na carteira de encomendas atual, não se espera que essa inversão de posições ocorra em 2026”.

Além das porcentagens, a Alphaliner enfatiza a enorme escala do crescimento da MSC. "Em apenas um ano, a MSC aumentou sua frota em mais espaço de carga do que o tamanho total combinado da Yang Ming e da ZIM", destaca. Além disso, com uma carteira de encomendas de 114 navios com capacidade superior a 2 milhões de TEUs — a maior do setor — "a posição da MSC como líder de mercado está garantida a longo prazo".

Em termos de tipo de frota, 2025 foi marcado por uma adição limitada de navios 'megamax'. Dos 170 novos navios porta-contentores recebidos pelas 12 maiores transportadoras, apenas oito pertenciam a esta categoria. "O crescimento da frota em 2025 foi impulsionado principalmente pela entrega de capacidade Neopanamax", conclui a Alphaliner, reforçando a ideia de uma expansão focada na eficiência operacional em vez do tamanho extremo dos navios.

Fonte: Mundo Maritimo