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Logística

Nova estratégia da Temu acelera disputa por galpões logísticos

Modelo reduz dependência das remessas internacionais e exige operações mais próximas dos centros de consumo

23/07/2026 08h48

Foto: Divulgação

A adoção do modelo de vendedores locais pela Temu acelera a disputa por galpões logísticos de alto padrão no Brasil, segundo avaliação da Sort Investimentos. De acordo com a empresa, a estratégia sinaliza o fim da dependência exclusiva das remessas aéreas internacionais que priorizavam apenas a proximidade com aeroportos e aumenta a necessidade de uma rede logística com maior capilaridade urbana.

Em comunicado, a Sort Investimentos apontou que, para competir nas entregas, a corporação precisa estar posicionada estrategicamente nos grandes centros de consumo e em áreas regionais, o que reflete em uma corrida por condomínios logísticos de classe A.  

Na visão do CEO da Sort Investimentos, Douglas Curi, o movimento da Temu resulta em uma reengenharia de ocupação territorial que beneficia diretamente quem detém o ativo físico.  

“A entrada de players globais de e-commerce no modelo de ‘vendedor local’ exige que os condomínios logísticos tenham especificações técnicas elevadas em termos de estrutura e segurança”, destacou.

Galpões logísticos como investimentos sólidos

O movimento ocorre em um momento de expansão do e-commerce na América Latina, que deve registrar crescimento de 12,2% no varejo online em 2026, segundo a EMarketer. Ao mesmo tempo, dados da JLL apontam taxas de vacância historicamente baixas e absorção líquida resiliente, com destaque para as regiões metropolitanas de São Paulo e o eixo Sul do país.

Em comunicado, a Sort Investimentos destacou que o cenário de escassez de espaços e demanda aquecida por parte de gigantes globais transformou o segmento de galpões logísticos na tese de investimento mais sólida do mercado imobiliário corporativo atual.

Dessa forma, Curi explicou que o investidor que se posiciona nesses ativos garante contratos de locação extremamente seguros, com garantias corporativas multinacionais e reajustes anuais indexados à inflação (IPCA ou IGPM).  

“Para o investidor que atua na aquisição desses ativos para locação, o cenário oferece uma combinação rara: previsibilidade de caixa, renda passiva de longo prazo e forte ganho de capital com a valorização do metro quadrado”, explicou.

Na opinião do executivo, o investidor de alta renda também tem migrado para a logística porque ela elimina os riscos tradicionais de inadimplência. “Você tem um inquilino triple A (AAA) que investe milhões no país. Esse inquilino não sai facilmente, o que garante estabilidade de rendimentos e uma valorização patrimonial expressiva, dado que a terra bem localizada próxima às grandes rodovias está cada vez mais escassa”, complementou.