20/02/2025 08h25
Foto: Sindifisco - Divulgação
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), em nota assinada por diversas instituições, apontou que a operação-padrão dos Auditores Fiscais está atrasando em até 15 dias a liberação de cargas no país.
A chamada operação Desembaraço Zero dos auditores da Receita começou no fim do mês de novembro e, de acordo com a nota, está “prejudicando os consumidores brasileiros, que enfrentarão ainda mais atrasos e dificuldades no acesso a produtos essenciais, prejudicando diretamente sua qualidade de vida e bem-estar”.
A Amobitec é a associação que representa os principais e commerces internacionais no país, como o AliExpress, a Shein e a Amazon
Por outro lado, o presidente do Sindifisco Nacional, Dão Real, comemorou o sucesso da greve e reforçou a importância do engajamento da categoria. “A mobilização é o nosso instrumento de luta e de pressão importante, que nos permite avançar as articulações, por dentro do governo e do parlamento, para a solução dos nossos pleitos.”
A Frente Parlamentar de Livre Mercado (FPLM), que também assina o documento, estima que mais de 75 mil encomendas e documentos já foram diretamente afetados pelas restrições operacionais impostas pelo órgão de controle aduaneiro. A nota também afirma que a operação-padrão ocorrida no ano de 2022 resultou em prejuízos estimados em R$ 3 bilhões no primeiro semestre. Essa situação compromete a posição do Brasil como destino atrativo para investimentos e exige uma solução definitiva.
Além da Amobitec, a nota é assinada por: Proteste | Euroconsumers-Brasil, Instituto Livre Mercado (ILM), Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas (Abraec), a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) e a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).
Quais as reivindicações dos auditores
Os Auditores fiscais da Receita Federal estão em greve desde o dia 26 de novembro.
A decisão foi tomada após o governo decidir não abrir mesa de negociação para reajuste do vencimento básico da carreira na rodada de tratativas e acordos com o conjunto de servidores federais deste ano.
O Ministério da Gestão e da Inovação decidiu não negociar com os auditores após a carreira ter sido contemplada com o aumento do chamado bônus de eficiência, que pode representar uma remuneração adicional para estes servidores de até R$ 11 mil mensais, em 2026.
Em nota, a Unafisco culpou o ministro da Fazenda Fernando Haddad pela greve e que a situação “evidencia uma crise de governança na RFB, com reflexos diretos na recuperação econômica e com potencial para desgastar ainda mais a imagem do governo que sofre com baixa aprovação popular”.
A reportagem entrou em contato com o Sindifisco Nacional para repercutir a nota e não obteve respostas até o fechamento da matéria.