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Logística

Pitney Bowes automatiza CD da Centauro em Extrema (MG)

Projeto inclui a instalação do OneShip Sorter, com 16 saídas na principal operação da varejista no Brasil

05/01/2026 08h50

Foto: Divulgação

A Pitney Bowes avançou na automação logística ao implementar um projeto no centro de distribuição da Centauro, em Extrema (MG), principal operação da varejista no Brasil. De acordo com a própria Centauro, a iniciativa resultou em um aumento de produtividade de 70%, com impactos diretos na eficiência operacional e na manutenção da performance durante períodos de pico.

O projeto inclui a instalação do OneShip Sorter, com 16 saídas, e foi desenvolvido em 90 dias. A solução tem como foco o ganho de produtividade, a redução de esforços operacionais e a organização do fluxo de pedidos destinados tanto às lojas físicas quanto ao e-commerce.

O centro de distribuição da Centauro em Extrema ocupa cerca de 25 mil m², abastece mais de 220 lojas em todo o país, sendo responsável pelo processamento dos pedidos do e-commerce.

O equipamento utiliza câmeras de última geração para leitura e conferência dos pacotes, bandejas específicas para itens leves e esteiras com esferas, que permitem o desvio dos volumes de forma precisa ao longo do processo de expedição.

O executive Sales da Pitney Bowes e responsável pela implantação, Gustavo Cristófaro, afirmou que a automação também contribui para a redução de rejeições de leitura e maior agilidade na movimentação dos volumes dentro do centro de distribuição. “Hoje, tudo é automatizado. Uma vez o pacote pronto e etiquetado, eles jogam nas esteiras e o software faz a classificação automaticamente”, afirmou.

O projeto atende exclusivamente a operação de e-commerce da Centauro em todo o Brasil e está conectado à estratégia omnichannel do grupo SBF, permitindo que os pedidos sejam direcionados para diferentes modalidades de entrega, como envio ao consumidor final, retirada em loja ou em pontos estratégicos.

Parceria viabiliza automação logística

A parceria entre a Pitney Bowes e o grupo SBF teve início há cerca de três anos, a partir de um projeto desenvolvido para a Fisia, empresa responsável pelas operações da Nike no Brasil. A experiência anterior serviu de base para a implementação da automação na operação da Centauro.

“Nós já temos aí uma parceria de aproximadamente de 3 anos. Inicialmente, nós desenvolvemos um projeto para as operações da Nike, que é uma operação que eles controlam também”, ressaltou Cristófaro.

No centro de distribuição de Extrema, as operações da Físia e da Centauro funcionam em estruturas separadas. No caso da Centauro, o sorter atua na etapa de classificação e distribuição dos pedidos já previamente separados, direcionando automaticamente os volumes para as transportadoras e rotas corretas.

Antes da automação, esse processo exigia manipulação manual dos pacotes, com acúmulo de volumes em grandes caixas e posterior distribuição individual entre dezenas de transportadoras. Com o novo sistema, os pedidos consolidados seguem diretamente para o sorter, eliminando etapas intermediárias e reduzindo o esforço físico das equipes.

Além do ganho de produtividade de 70%, a automação passou a apoiar uma operação que envolve mais de 40 mil SKUs e 142 marcas, possibilitando a redistribuição das equipes para outras etapas do fluxo logístico, sem perda de performance em momentos de alta demanda, como a Black Friday.

O projeto também trouxe avanços em acuracidade no processamento de pedidos mono e multipedidos, redução do tempo de atravessamento das mercadorias dentro do CD e melhoria das condições de trabalho, com mais ergonomia e menor deslocamento dos colaboradores, chamados internamente de “atletas”.

Operação e modelo replicável

A implantação do sorter ocorreu com o centro de distribuição em plena operação, o que exigiu adaptações na infraestrutura existente, como ajustes no sentido de transportadores já instalados. Ainda assim, o projeto foi concluído em um prazo considerado curto para esse tipo de iniciativa.

Segundo Cristófaro, a solução pode ser adaptada a diferentes perfis de operações de e-commerce, já que os critérios de separação e classificação dos pedidos são definidos conforme a necessidade de cada cliente — seja por transportadora, rota, pedido ou região.

Apesar de a Pitney Bowes ser uma empresa de capital norte-americano, os equipamentos utilizados no projeto são produzidos integralmente no Brasil.

Fonte: MundoLogística