27/10/2026 11h03
Foto: Divulgação
Uma ponte sobre o Rio Paraguai promete ajudar a encurtar o caminho das exportações brasileiras até a Ásia. Com investimento previsto de US$ 103 milhões, aproximadamente R$ 520 milhões, a Ponte Bioceânica entrou na reta final de construção. A estrutura ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, e tem entrega prevista para 2027.
Embora a ligação direta seja entre os dois países, a obra faz parte de um projeto mais amplo: um corredor que atravessará também Argentina e Chile, dando acesso aos portos chilenos no Oceano Pacífico. Esse percurso poderá reduzir em até 14 dias o tempo de transporte de cargas entre a América do Sul e a Ásia.
A redução dependerá da origem e do destino das mercadorias, das condições de transporte e das operações portuárias. A proposta da Rota Bioceânica é oferecer uma alternativa aos caminhos tradicionais de exportação, conectando os portos brasileiros no Atlântico aos terminais do Pacífico.
Construção avança nas duas margens
Com 1.294 metros de extensão, a ponte passa pela instalação de componentes estruturais e por etapas de acabamento. Segundo o Consórcio Binacional Pybra, responsável pela execução, os trabalhos ocorrem simultaneamente no Brasil e no Paraguai.
Do lado brasileiro, as equipes montam plataformas para ajustar a tensão dos estais, cabos ligados aos mastros que sustentam o tabuleiro da ponte. Também é aplicada argamassa nas bainhas de protensão do vão central para proteger os elementos de aço.
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Na margem paraguaia, os serviços incluem a construção de meios-fios de concreto, a montagem de estruturas auxiliares para regular os cabos de sustentação e a instalação de conduítes elétricos sob a ciclovia do viaduto de acesso.
Outras frentes envolvem a retirada de andaimes, acabamentos nas laterais dos pilares e a execução de estacas que receberão os guarda-corpos de proteção aos pedestres na rampa de acesso rodoviário.
Novo caminho para as exportações
Além de ampliar as opções de escoamento da produção sul-americana, o corredor pretende fortalecer o comércio entre os quatro países. A expectativa é estimular atividades de transporte, serviços e intercâmbio de produtos, especialmente no Chaco paraguaio.
O empreendimento está sob responsabilidade do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC). As obras são executadas pelo Consórcio Binacional Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil S.A., Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda.
Fonte: A Tarde