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Economia

'Prévia do PIB' do Banco Central registra alta de 0,3% em agosto

Na parcial do ano e em doze meses até agosto, indicador avançou 1,6%; indústria e os serviços puxaram o crescimento

16/10/2026 10h26

Foto: Divulgação

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (16), mostrou expansão de 0,3% em agosto, na comparação com o mês anterior.

Esse foi o primeiro aumento do IBC-Br, do Banco Central, em três meses.

O resultado representa melhora em relação a julho, quando houve contração de 0,3% no indicador.

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na parcial do ano, o indicador avançou 1,6% e, em 12 meses até agosto, teve aumento também de 1,6%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

Veja abaixo o desempenho setor por setor em agosto:

  • agropecuária: recuou de 1,8%;
  • indústria: alta de 0,9%;
  • serviços: crescimento de 0,2%.

Ano eleitoral

Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.

A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e linhas de crédito mais baratas para a população.

Mais recentemente, a equipe econômica anunciou o aumento do Bolsa Família R$ 600 para R$ 691, além de ter anunciado um pacote de perdão de dívidas para os microempreendedores individuais.

A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.

Na ata da última reunião do Copom, divulgada em setembro, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo.

Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. A projeção dos analistas é de uma expansão de cerca de 1,85% em 2026, contra um crescimento de 2,3% no ano passado.

PIB X IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.

Fonte: g1