22/10/2026 07h17
Foto: Divulgação
O Sebrae lançou um simulador para projetar cenários e mensurar os impactos da redução da jornada de trabalho nas empresas. O objetivo é ajudar donos de microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) a adaptarem a escala dos colaboradores diante do fim da jornada 6×1 no País, promulgada pelo Congresso Nacional.
Chamada Escala Sebrae, a ferramenta usa informações fornecidas pelo empresário para sugerir a distribuição dos funcionários nos dias de trabalho, ajustes de horários, novas contratações, uso de freelancers e pagamento de horas extras, conforme a necessidade do negócio.
“Primeiro é importante destacar que o fim da escala 6×1 é a humanização da economia. Trata-se de uma grande vitória para o povo brasileiro. Estamos trabalhamos para apoiar os pequenos negócios nesse momento de transição da legislação trabalhista”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.
O sistema pode ser encontrado no site oficial do Sebrae e funciona em cinco etapas:
Entidades alertam para custos
O fim da escala 6×1 pode elevar o custo de produção, pressionar os preços e reduzir as contratações formais, alertam entidades empresariais. Segundo uma projeção feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução da jornada, com manutenção dos salários, pode elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduzir o PIB em 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.
Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima alta da inflação de pelo menos 13%, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões de custos com mão de obra só para o setor.
“A CNC lamenta que uma discussão de tamanha relevância para as relações de trabalho no Brasil, como o fim da escala 6×1, tenha sido conduzida em pleno período eleitoral. As relações de trabalho devem ser discutidas prioritariamente por meio da negociação coletiva entre representantes de trabalhadores e empregadores. Esse é o caminho mais adequado para construir soluções equilibradas, que respeitem as particularidades de cada atividade econômica e as diferentes realidades regionais”, diz a CNC, por meio de nota.