03/04/2025 10h07
Foto: Codevasf - Divulgação
Mais de 264 mil pessoas devem ser beneficiadas com a conclusão das obras de 14 sistemas de esgotamento sanitário nos estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco e Piauí. Com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os investimentos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) ultrapassam R$ 360 milhões.
Neste ano, a Codevasf deve concluir os sistemas de esgotamento dos municípios de Campo Formoso, na Bahia; e Floriano, Joca Marques e Luzilândia, no Piauí. Em 2024, a Companhia concluiu os sistemas de Jeremoabo, Macururé, Paramirim e Tanque Novo, na Bahia; Magalhães de Almeida, no Maranhão; Verdelândia, em Minas Gerais; Floresta e Petrolina (2ª Etapa), em Pernambuco; e Madeiro e Uruçui, no Piauí.
“O Governo Federal, por meio da Codevasf, tem investido em obras estruturantes para ampliar a quantidade de domicílios atendidos com esgotamento sanitário. As ações protegem a saúde da população e têm efeitos positivos sobre a qualidade da água de toda a região em que os sistemas de esgotamento são implantados. Isso é determinante para o desenvolvimento regional, uma vez que água de qualidade é essencial para atividades produtivas e para o progresso socioeconômico”, afirma o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.
Os Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES) implantados englobam coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada de efluentes sanitários. Por meio de redes coletoras, ligações domiciliares, estações elevatórias de esgoto, linhas de recalque, interceptores, estações de tratamento de esgoto e emissários, os SES devolvem ao meio ambiente uma água de melhor qualidade.
“A implementação desses SES representa um avanço significativo para a melhoria das condições sanitárias locais, promovendo mais qualidade de vida, saúde e bem-estar para a população. O saneamento básico é um pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer comunidade. Além de reduzir a incidência de doenças relacionadas à falta de tratamento de esgoto, como diarreias, hepatite e leptospirose, ele contribui para a dignidade das famílias”, diz a gerente de Saneamento e Acesso à Água da Codevasf, Dayanna Alberto.
Esgotamento sanitário de Paramirim (BA)
Em fevereiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou da inauguração do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Paramirim, na Bahia. O SES foi projetado para atender uma população de até 21 mil habitantes. Ele conta com 85,5 mil metros de tubulação e possui seis estações elevatórias, cada uma com um gerador a diesel e dois conjuntos motobombas. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) tem dez hectares e vai tratar até 59,41 litros de esgoto por segundo — o esgoto tratado vai para o Rio Paramirim.
Morador de Paramirim há mais de 60 anos, João Barbosa Sobrinho disse que antes da implantação do SES o esgoto sem tratamento era jogado nas lagoas da região. “Agora vai entrar com tratamento. O esgoto vai melhorar tudo. O sistema é importante demais para a cidade, uma coisa muito boa. A inauguração vai melhorar muito a questão de insetos, muriçocas. Vai ser importante para a gente e para a região porque vai tratar essa água que entra na lagoa e desce pelo rio Paramirim”, comemorou.
Para Célio Pereira da Silva, outro morador de Paramirim, o sistema de esgotamento concluído pela Codevaf vai melhorar as condições de saúde da população. “Nas nossas ruas, geralmente aqui na cidade, existia muito esgoto a céu aberto. Hoje não existe mais. A preocupação do governo federal, estadual e municipal fez com que essas obras viessem nos contemplar para evitar problemas de saúde com o contato com o esgoto”, afirmou.
“Além do benefício principal para a saúde das pessoas, especialmente para evitar doenças de veiculação hídrica, a implantação do sistema de esgotamento sanitário tem influência enorme na revitalização. A Codevasf construiu uma barragem, que já foi parte do processo de perenização do rio. Agora, lançando esse efluente tratado no rio Paramirim, vamos conseguir ter isso revitalizado até a sua foz”, explicou o geólogo George Carvalho, analista na Unidade de Empreendimentos Socioambientais da 2ª Superintendência Regional da Codevasf.