23/07/2026 10h43
Foto: Divulgação
Em reunião realizada nesta quarta-feira (22) no Palácio do Planalto, o CEO do Grupo Stellantis, Antonio Filosa, detalhou ao governo federal a destinação do ciclo de investimentos de R$ 30 bilhões planejado para o Brasil até 2030. O montante é o maior aporte único da história da indústria automotiva no país.
A apresentação foi focada na alocação dos recursos para o desenvolvimento de novas tecnologias, renovação do portfólio de suas 15 marcas e fortalecimento da cadeia de fornecedores nacionais.
Na reunião, estavam presentes o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o Vice-presidente, Geraldo Alckmin; o presidente da Stellantis da América do Sul, Herlander Zola; e outros representantes de ambas as partes.

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Do total anunciado, R$ 14 bilhões serão destinados exclusivamente ao Polo Automotivo de Betim (MG). A fábrica mineira, que celebra 50 anos de operações da marca Fiat no país, atua como centro de um ecossistema que reúne 400 fornecedores em um raio de 150 quilômetros e receberá o desenvolvimento de novas tecnologias e veículos.
Produção 95% nacional e crítica à BYD
Durante a apresentação liderada pelo CEO global, a fabricante ressaltou que a estratégia do grupo prioriza o conteúdo local em vez da montagem de veículos por kits desmontados ou semidesmontados importados (CKD e SKD), em uma crítica indireta aos incentivos concedidos a concorrentes asiáticas, como a BYD.
Foco em exportações para América Latina e África
O detalhamento do plano também abriu espaço para discussões sobre o comércio exterior. O presidente Lula propôs a ampliação da capacidade de exportação da indústria brasileira, com o objetivo de atuar em conjunto para identificar gargalos logísticos e regulatórios, visando expandir a presença dos veículos produzidos no Brasil em dois mercados considerados prioritários: a América Latina e o continente africano.
Geração de 2 mil empregos até o fim do ano no Brasil
O CEO da Stellantis global, Antonio Filosa, disse que prevê a criação de 2 mil novos empregos diretos em suas fábricas brasileiras ainda este ano.
De acordo com a empresa, a relação é de 1 para 10: para cada operador ou engenheiro contratado nas plantas da montadora, dez novas vagas são abertas em empresas parceiras, em razão do alto índice de nacionalização dos veículos do grupo.
A ampliação do quadro de funcionários visa atender à expansão da produção e à chegada de novos modelos ao mercado nacional. As contratações diretas estão divididas entre Minas Gerais e Rio de Janeiro:
A montadora reforçou ainda seus indicadores de diversidade no setor, destacando que responde por 44% das mulheres e 57% dos profissionais negros empregados em toda a indústria automotiva do país.
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Na reunião, ainda foi mencionado que a expansão da operação também deve gerar cerca de 20 mil novos empregos em toda a cadeia produtiva. A ampliação da capacidade industrial inclui a implantação do segundo turno na unidade do Rio de Janeiro e do terceiro turno na fábrica de Betim.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda destacou que a oferta de crédito ao consumidor e essa expansão das montadoras devem levar o mercado brasileiro de volta ao patamar de 3 milhões de veículos emplacados em 2026. O volume representa uma recuperação expressiva frente aos 1,6 milhão de automóveis registrados em 2023.
Fonte: CNN Brasil