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06/03/2025 07h04
A Braskem, petroquímica global, informa o início do projeto em parceria com a Petrobras, para aumentar a capacidade de produção da sua central petroquímica, no Rio de Janeiro, em 220 mil toneladas de eteno por ano, além dos volumes equivalentes de polietileno. O projeto contará com o investimento de aproximadamente R$ 233 milhões para a contratação de estudos de engenharia conceitual e básica.
A Braskem deverá firmar um contrato com a Petrobras para o fornecimento de etano de longo prazo, em função da maior disponibilidade do gás natural no Brasil e buscará os recursos previstos no âmbito do Regime Especial da Indústria Química (“REIQ Investimentos”), o qual prevê o crédito presumido de 1,5% de PIS/COFINS para execução de investimentos na ampliação de capacidade instalada da indústria química brasileira.
O projeto faz parte da estratégia de transformação da companhia por meio do aumento da utilização de gás em sua matriz de matéria-prima. “Estamos em busca de impulsionar a competitividade da indústria química brasileira e este projeto será fundamental”, afirma Roberto Ramos, CEO da Braskem. E a Petrobras tem estratégia semelhante, já que também ressalta a importância da ampliação do uso do gás natural na matriz das indústrias do país.
“A Petrobrás está muito satisfeita em apoiar este projeto de aumento de capacidade da Braskem em Duque de Caxias, disponibilizando gás natural oriundo do pré-sal do Complexo de Energias Boaventura”, diz William França, diretor executivo de Processos Industriais e Produtos da companhia. “Esta ação está em linha com a diretriz do governo de ampliar a oferta de gás natural na matriz industrial brasileira”, ressalta.
Roberto Ramos, CEO da Braskem - Foto: Divulgação
Ebitda recorrente de US$ 1,1 bilhão em 2024
A Braskem registrou Ebitda recorrente de US$ 1,1 bilhão em 2024, 46% maior do que o registrado em 2023. No 4T24, a geração recorrente de caixa foi de R$ 265 milhões e o Ebitda recorrente foi de R$ 557 milhões.
Os resultados e a demanda do 4T24 foram muito influenciados pela desaceleração da atividade econômica industrial, pela manutenção da taxa de juros em patamares historicamente elevados e pela formação de estoques pela cadeia de transformação ocorrida no 3T24, movimento também observado nos Estados Unidos. No período, as vendas no mercado brasileiro foram menores em relação ao trimestre anterior, que teve maior volume de exportações em função da maior disponibilidade de produtos para a exportação.
O 4T24 contou ainda com os principais spreads no mercado internacional em queda, em relação ao 3T24, e menores do que a média do ano de 2024, com destaque para a redução dos spreads de PE e dos principais químicos, o que impactou o resultado da companhia no trimestre. “No Brasil, a redução de 23% dos spreads de PE e dos principais químicos, em 24%, em relação ao 3T24, pode ser explicada pela queda das referências de preço dos produtos no mercado internacional. E isso em função da menor demanda dada a sazonalidade do período”, ressalta Roberto Ramos, CEO da Braskem.
No México, os spreads foram menores em 21% em relação ao 3T24, em função da queda dos preços de PE no mercado internacional, combinado com o aumento do preço do etano nos Estados Unidos em função da alta do gás natural na temporada de inverno da região. Nos EUA, o spread de PP permaneceu em linha, quando comparado ao 3T24, enquanto o spread de PP na Europa foi 11% menor, diante da redução do preço do PP na comparação ao terceiro trimestre, em função da menor demanda sazonal e do menor preço do propeno na Europa.
O último trimestre do ano foi também marcado pelo prejuízo líquido da companhia no valor de R$ 5,9 bilhões, em função, principalmente, do impacto de R$ 4,7 bilhões de variação cambial negativa no resultado financeiro consolidado. Em 2024, a Braskem acumulou um prejuízo líquido de R$ 12,1 bilhões, sendo influenciado pela variação cambial negativa de R$ 11,5 bilhões. “O cenário petroquímico ainda está em um ciclo de baixa e temos o desafio de enfrentá-lo com foco no uso racional de recursos e na implementação de iniciativas táticas de mitigação dos impactos deste período”, afirma Ramos. “Iremos em busca da redução da base Nafta, do aumento da base gás e da migração para projetos bio-based", completa.