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Transporte Aquaviário

Empresas se juntam para construir navio movido a hidrogênio

Com este objetivo, MSC Cruzeiros, estaleiro Fincantieri e a Snam assinaram um Memorando de Entendimento

26/07/2021 14h57

Fotos: Divulgação

MSC Cruzeiros, estaleiro Fincantieri e a empresa de infraestrutura de energia Snam anunciaram nesta segunga-feira (26) um Memorando de Entendimento para determinar as condições de um projeto de construção de um navio movido a hidrogênio. Os três parceiros acreditam que esse pode ser o primeiro navio de cruzeiros do mundo movido com esse combustível. A iniciativa faz parte da jornada da MSC para alcançar operações neutras em carbono até 2050.

Inicialmente, a parceria conduzirá um estudo de viabilidade para examinar os requisitos para construir o navio e sua infraestrutura de abastecimento. O objetivo é chamar a atenção para a necessidade da utilização de hidrogênio como combustível no transporte marítimo, para alcançar a descarbonização e atrair investimentos públicos e privados, essenciais para tornar isso possível em escala.

O hidrogênio verde pode ser produzido sem combustíveis fósseis, utilizando-se de energia renovável para separar a água em um processo chamado eletrólise e, portanto, acontece sem nenhuma emissão em seu ciclo de vida completo. Ele pode ser usado para gerar energia elétrica por meio de uma célula de combustível, emitindo apenas vapor d'água e calor. Este tipo de hidrogênio "verde" possui um grande potencial para contribuir para descarbonização da indústria naval, incluindo navios de cruzeiro, seja em sua forma pura ou como combustível derivado do hidrogênio.

Organização de espaços nos navios

De acordo com os termos do memorando, durante os próximos 12 meses, as três empresas estudarão os principais fatores relacionados ao desenvolvimento de navios de cruzeiro movidos a hidrogênio. Isso inclui a organização de espaços nos navios para acomodar tecnologias hidrogênio e células de combustível, parâmetros técnicos de sistemas de bordo, cálculo da redução potencial de emissões de gases de efeito estufa e uma análise técnica e econômica de suprimentos de hidrogênio e infraestrutura.

“Queremos nos colocar na linha de frente da revolução energética para o nosso setor, e o hidrogênio pode contribuir muito para isso. No entanto, os níveis de produção de hoje permanecem baixos, e o combustível de hidrogênio ainda está longe de estar disponível em escala", avalia o presidente executivo da Divisão de Cruzeiros do Grupo MSC, Pierfrancesco Vago.

"Com este projeto, estamos assumindo a liderança para trazer essa tecnologia promissora para nossa frota e para a indústria como um todo, ao mesmo tempo em que enviamos o sinal mais forte possível ao mercado sobre a seriedade que encaramos nossos compromissos ambientais”, disse Vago, acrescentando que: “À medida que avançamos no desenvolvimento da tecnologia necessária, tenho a certeza que os fornecedores de energia também irão acelerar a produção, e os governos e o setor público irão entrar em ação para fornecer o apoio necessário para um projeto que é crítico para garantir a descarbonização dos cruzeiros e do transporte marítimo."