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Economia

Focus: mercado eleva estimativa de inflação pela 8ª semana

A média das projeções aponta alta de 4,89%, contra 4,86% no boletim anterior

04/05/2026 14h19

Foto: Divulgação

Analistas do mercado financeiro elevaram pela oitava semana consecutiva suas previsões para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país. A média das projeções reunidas no Focus desta segunda-feira (4), aponta alta de 4,89%, contra 4,86% no boletim anterior. Há quatro semanas, a expectativa era de 4,36%.

As projeções para os próximos anos também foram revistas. A alta esperada passou de 3,85% para 4% em 2027 e de 3,60% para 3,61% em 2028. Manteve-se em 3,50% para 2029.

“A revisão das projeções de inflação pelo Banco Central para 2026 e 2027 reflete uma persistente pressão tanto interna quanto externa, com destaque para o impacto do petróleo e custos elevados em diversos setores”, explica o CEO da Azumi Investimentos, Edgar Araújo.

O impacto da inflação na Selic

Novamente, o boletim mostrou também ajustes na previsão para a taxa básica de juros, a Selic. A média projetada passou de 12,50% para 13% ao final de 2026, e de 10,50% para 11% em 2027. Nos anos seguintes, não houve alteração.

Segundo o gerente de relação com investidores da Multiplike, Peterson Rizzo, o cenário de maior inflação pressiona o Banco Central para que encerre o atual ciclo de cortes nos juros antes do previsto. “A alta das projeções de inflação para 2026 e 2027, acima da meta, pode reduzir a confiança dos investidores”, explica.

A Selic encontra-se atualmente em 14,50% após passar na semana passada por um corte de 0,25 ponto percentual, o segundo desta magnitude no ano.

PIB e dólar

Para a cotação do dólar, a expectativa do Focus para o câmbio subiu de R$ 5,25 para R$ 5,40 ao fim de 2026, de R$ 5,35 para R$ 5,40 em 2027, de R$ 5,40 para R$ 5,50 em 2028 e de R$ 5,41 para R$ 5,50 em 2029.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento mantiveram-se iguais: 1,85% em 2026, 1,80% em 2027, 2% em 2028 e 2% em 2029.

Fonte: IstoÉ Dinheiro