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Gestão Pública

Golpes visam aposentados com falsa prova de vida do INSS

Instituição alerta para fraudes e canais oficiais, reforçando a não solicitação de dados

15/09/2026 10h07

Foto: Divulgação

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornaram-se alvo de novos golpes que exploram a suposta necessidade de atualização da prova de vida. Criminosos enviam mensagens de texto solicitando dados e ameaçando o corte do benefício caso as vítimas não respondam imediatamente, um alerta para a segurança digital dos cidadãos.

A mecânica dos golpes envolve o envio de mensagens de texto (SMS) que tentam induzir o cidadão a crer na urgência de uma atualização cadastral. Os golpistas usam a ameaça do cancelamento do benefício para pressionar a vítima a fornecer informações pessoais e financeiras, as quais serão posteriormente utilizadas em fraudes.

Como o INSS realiza a prova de vida?

Atualmente, a comprovação de vida é realizada de maneira automática pelo INSS, por meio do cruzamento de dados em diversas bases governamentais e de parceiros. Isso inclui registros de vacinação, consultas no SUS, recebimento de benefício com reconhecimento biométrico, entre outros. Caso o cidadão não seja localizado por esse sistema automatizado, a comunicação para regularização só ocorrerá pelos canais oficiais da Previdência Social.

Canais oficiais e alertas de segurança

O INSS reforça que não envia servidores à residência dos beneficiários, nem solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro por qualquer meio não oficial. Qualquer contato que fuja desses padrões deve ser visto com desconfiança. Em caso de dúvidas sobre seu benefício ou a necessidade de regularizar o cadastro, consulte sempre a Central 135 ou o aplicativo/site Meu INSS.

É crucial jamais informar dados pessoais, senhas ou documentos via telefone, e-mail ou aplicativos de mensagem. Outra precaução fundamental é evitar clicar em links desconhecidos. Este tipo de fraude, conhecido como phishing, consiste no envio de URLs falsas que, ao serem acessadas, redirecionam as vítimas para páginas que se assemelham aos oficiais, mas que são projetadas para roubar dados sensíveis.

Ao clicar em links maliciosos, os dados capturados podem ser utilizados para diversas outras fraudes, como acesso indevido a contas bancárias, contratação de serviços em nome da vítima ou outros crimes cibernéticos. A vigilância e a desconfiança são as principais ferramentas de defesa contra esses ataques.