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Economia

Mercado passa a projetar corte menor da Selic

Já a previsão para a taxa básica ao fim de 2026 passou de 12,13% para 12,25%

16/03/2026 10h16

Foto: Divulgação

Em meio à disparada do dólar e as incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, o mercado financeiro passou a projetar um corte menor na taxa básica de juros (Selic) neste mês de março e em 2026, mostra o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16), pelo Banco Central.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas aponta que a expectativa agora é de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) e não mais de 0,50 ponto, como estava sendo projetado até a semana anterior. Com isso, a Selic cairia dos atuais 15% para 14,75%.

Já a previsão para a taxa básica ao fim de 2026 passou de 12,13% para 12,25%. Veja aqui o detalhamento.

O Copom se reúne na terça e na quarta-feira para deliberar sobre a política monetária. Na semana passada, a curva a termo brasileira apagou de sua precificação as apostas de corte da Selic em 0,50 ponto percentual e passou a refletir chance, ainda que minoritária, de manutenção em 15% nesta semana.

Inflação mais alta

Para o IPCA, a projeção subiu para 4,10% ao final de 2026, ante estimativa anterior de 3,91%. Para 2027, segue em 3,80%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O BC prevê que o IPCA vai encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, o terceiro trimestre de 2027.

PIB e dólar

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa para a alta em 2026 subiu de 1,82% para 1,83%. Já para 2027 segue a previsão de avanço de 1,80%. Em 2025, a economia brasileira desacelerou e teve avanço de 2,3% como mostrou na semana passada o IBGE.

Para a cotação do dólar, a projeção do Focus foi revisada para R$ 5,40 ao fim de 2026, ante R$ 5,41 na semana anterior, e para R$ 5,47 para o fim de 2027, ante R$ 5,50 na semana anterior.

Fonte: IstoÉ Dinheiro