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Logística

São Paulo: estação Júlio Prestes é restaurada

Foram investidos R$ 42 milhões na modernização estrutural e resgate da arquitetura original do espaço

03/02/2026 08h49

Foto: Divulgação

A estação Júlio Prestes, na região central de São Paulo, passou por uma ampla restauração promovida pela concessionária ViaMobilidade, operadora da Linha 8-Diamante de trens metropolitanos.

A restauração faz parte do contrato de concessão. Foram investidos R$ 42 milhões na modernização estrutural e resgate da arquitetura original do espaço, com a revitalização de mais de 14 mil m² ao longo de 14 meses de trabalho, de acordo com a concessionária.

A estação, que é o ponto de partida da Linha 8-Diamante de trens, recebe diariamente cerca de 5 mil passageiros. O edifício inaugurado em 1939 passou por importantes intervenções, principalmente na iluminação e cobertura:

  • instalação de mais de 120 luminárias nas plataformas;
  • recuperação de cerca de 2.500 m² da cobertura original em policarbonato, para ampliar a entrada de luz natural;
  • recuperação de mais de 5 mil m² de fachadas com verniz antipichação;
  • troca do telhado para eliminar goteiras e infiltrações;
  • restauração de relógios históricos, datados de 1972;
  • renovação dos jardins externos para áreas de convivência;
  • portas fora do padrão foram substituídas por modelos com dimensões da época da inauguração;
  • além da restauração, o espaço passa a contar com rampas, acessibilidade para pessoas com deficiência.

A reforma conferiu novos usos a alguns dos ambientes. A antiga sala de espera de passageiros da segunda classe, que servia como depósito, foi transformada em um café. O restauro do piso de taco dessa área exigiu sete camadas de tratamento.

Cores originais

As obras levaram em conta materiais e técnicas compatíveis com o período em que a estação foi construída.

Durante o processo, restauradores removeram até seis camadas de tinta para revelar as tonalidades originais do projeto do arquiteto Christiano Stockler das Neves (1889-1982). A equipe identificou que a estrutura metálica não era originalmente cinza, e sim em tom vinho.

As áreas internas voltam a exibir a cor “flor de laranjeira”, harmonizada com nuances de rosé em pontos específicos, imitando a cor aplicada ainda em 1928, ano da construção dos pórticos metálicos da Gare da Luz, utilizando tintas minerais à base de silicato.

Ao longo da história, foi uma das principais portas de entrada ferroviária da capital paulista, conectando a cidade de São Paulo ao interior do estado.