30/05/2026 10h26
Foto: Suape Energia - Divulgação
A Suape Energia, localizada no complexo industrial portuário pernambucano, finaliza a implantação do Projeto Etanol, iniciativa pioneira que contempla o primeiro motor do mundo movido quase exclusivamente a etanol voltado à geração térmica de energia. Desenvolvido em parceria com a Wärtsilä Energy, o projeto representa avanço estratégico para a transição energética brasileira e posiciona Pernambuco e o Brasil no centro das discussões sobre inovação, descarbonização e segurança energética.
A conclusão da implantação marca mais uma etapa importante do projeto, que agora avança para fase operacional e futura validação tecnológica da solução em ambiente real.
“Não temos dúvida de que o motor a etanol já é uma realidade. Nosso objetivo agora é realizar os testes, validar a geração de energia com ele, demonstrar sua viabilidade econômico-financeira e trabalhar pela sua consolidação como uma solução estratégica”, afirmou o diretor-técnico da Suape Energia, José Faustino Cândido.

Foto: Suape Energia - Divulgação
Além dos ganhos relacionados à inovação e à transição energética, o projeto reforça o potencial de integração entre os setores energético e sucroenergético, ampliando oportunidades para a indústria nacional e para o desenvolvimento regional.
“Estamos diante de um marco para a transição energética brasileira. O desenvolvimento do primeiro motor do mundo movido quase exclusivamente a etanol para geração termelétrica reforça o papel do Complexo de Suape na construção de soluções energéticas mais limpas e sustentáveis. A iniciativa fortalece o nosso hub de transição energética, consolidando Suape como ambiente estratégico para inovação e descarbonização. A novidade posiciona Pernambuco como referência no setor”, declarou o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
“O desafio não está na produção ou na logística, pois nisso o Brasil já é referência, mas em tornar cada vez mais conhecidas as vantagens da geração elétrica a etanol como uma energia limpa, estável, de baixo impacto ambiental e grande contribuição para a geração de empregos, desenvolvimento econômico e independência energética do país”, pontua a diretora-administrativa e representante da Petrobras (acionista minoritária), Giane Ferreira Moreira.