08/09/2026 07h28
Salvador e outras cinco cidades baianas vão ganhar 18.273 mil exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais particulares e filantrópicos. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas e contempla consultas, exames e cirurgias.
Na Bahia, houve o investimento de R$ 49.988.339,48 milhões, tanto na capital baiana, quanto em Alagoinhas, Feira de Santana, Irecê, Itaberaba e Itabuna e Salvador.
A estratégia visa a ampliação da capacidade de atendimento do SUS ao permitir que hospitais privados e filantrópicos abram suas portas para pacientes da rede pública, realizando procedimentos e atendimentos em troca de créditos que podem ser utilizados para abatimento de tributos federais, fortalecendo a oferta de serviços especializados e reduzindo o tempo de espera da população.
Confira distribuição em cada município
Na Bahia, o Hospital das Clínicas de Alagoinhas, em Alagoinhas, já realizou mais de 280 procedimentos, com mais de R$ 810 mil em produção validada.
Agora Tem Especialistas no Brasil
No total, 600 mil procedimentos estão previstos em todo o país, sendo que 458 mil serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), estratégia que unifica consultas, exames e diagnósticos de uma mesma especialidade em um único pacote de atendimento, o que acaba com a peregrinação dos pacientes por diferentes unidades.
Outros 142 mil correspondem a procedimentos cirúrgicos de diferentes complexidades em especialidades como oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.
A maior previsão é em oftalmologia, com 170 mil procedimentos por ano, seguida por cardiologia (133 mil), ortopedia (113 mil) e oncologia (72 mil).
Uma das novidades do componente de crédito financeiro é a inclusão da Terapia Renal Substitutiva (TRS). A modalidade já conta com 136 instituições vinculadas, ampliando a capacidade de atendimento de pacientes que precisam de hemodiálise.
A inclusão da TRS expande o alcance da estratégia do Agora Tem Especialistas para além dos procedimentos eletivos e permite mobilizar a rede privada e filantrópica também para uma assistência contínua e essencial para quem precisa de hemodiálise. Ao todo, R$ 350 milhões dos contratos estão destinados à modalidade, valor que garante atendimento continuado para cerca de 40 mil pacientes todos os meses.
As instituições que aderem ao programa recebem um incremento financeiro pelos atendimentos, que é pago por meio dos créditos financeiros, que podem ser utilizados para abater tributos federais.
A ampliação da oferta já está se transformando em atendimento à população e 23 estabelecimentos já tiveram produção validada, com 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada, ou seja, consultas, exames e cirurgias já realizados em pacientes do SUS.