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Transporte Aéreo

Tráfego aéreo na América Latina e Caribe recua 2,3% em junho

No acumulado do primeiro semestre, a região transportou 242,8 milhões de passageiros

16/08/2026 09h26

Foto: Divulgação

Em junho de 2026, o tráfego aéreo de passageiros na América Latina e Caribe totalizou 37,3 milhões, representando uma queda de 2,3% em relação a junho de 2025, equivalente a 893 mil passageiros a menos.

Esse foi o primeiro recuo interanual mensal desde 2021, atingindo os três segmentos de operação: doméstico (-2,0%), internacional intrarregional (-3,0%) e internacional extrarregional (-2,7%). Brasil, México e Colômbia, que respondem por cerca de 65% do tráfego da região, concentraram uma redução conjunta de 517 mil passageiros.

México e Argentina lideraram as maiores quedas, com perdas de 293 mil passageiros (-3,0%) e 238 mil (-10,1%), respectivamente, sendo a Argentina impactada principalmente pela queda de 17,0% no mercado doméstico. Por outro lado, Panamá e República Dominicana compensaram parcialmente o declínio regional, com crescimento de 10,9% e 6,1%, somando 187 mil e 99 mil passageiros a mais, respectivamente.

A capacidade aérea, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK), cresceu 0,9% em junho, enquanto a demanda, em passageiros-quilômetro transportados (RPK), caiu 1,0%, resultando em uma redução do fator de ocupação em 1,6 ponto percentual, para 81,6%.

No acumulado do primeiro semestre, a região transportou 242,8 milhões de passageiros, alta de 3,4% (8 milhões a mais) em comparação ao mesmo período de 2025.

Peter Cerdá, CEO da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), destacou que, apesar do crescimento no semestre, a desaceleração desde abril e o aumento dos custos de combustível exigem cautela. Ele reforçou a importância de evitar novas cargas sobre o setor aéreo e fomentar políticas que estimulem conectividade, investimentos e competitividade na região.