16/09/2026 10h38
Foto: Divulgação
A Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) informa nesta quarta-feira (16) que, em julho de 2026, o tráfego aéreo de passageiros com origem, destino e dentro da América Latina e do Caribe alcançou 43,1 milhões de passageiros, um crescimento interanual de 0,7%, equivalente a 310 mil passageiros adicionais.
O resultado devolve a região ao terreno positivo após a queda registrada em junho, embora mantenha um ritmo de crescimento inferior ao observado durante o primeiro trimestre. Brasil, México e Colômbia voltaram a crescer simultaneamente, enquanto o Panamá manteve expansão de dois dígitos.
Entre janeiro e julho, a região movimentou 283,1 milhões de passageiros, 2,0% a mais que no mesmo período de 2025.
Resumo de indicadores:
Tráfego aéreo em julho de 2026: principais resultados
O tráfego aéreo regional voltou a crescer em julho. A região movimentou 43,1 milhões de passageiros, 0,7% a mais que em julho de 2025, equivalente a 310 mil passageiros adicionais. O resultado representa uma melhora em relação a junho, quando o tráfego caiu 2,3%, embora o crescimento siga abaixo do observado durante o primeiro trimestre.
O crescimento se concentrou dentro da América Latina e do Caribe. O tráfego doméstico aumentou 1,3% e o internacional intrarregional, 2,6%. Em contrapartida, o tráfego internacional extrarregional recuou 1,0%. Os voos domésticos representaram 54,4% do tráfego regional.
Brasil, Panamá e Colômbia registraram os maiores aumentos de passageiros. O Brasil somou 278 mil passageiros (+2,4%) adicionais, o Panamá 270 mil (+14,5%) e a Colômbia 144 mil (+2,8%). Em conjunto, os três mercados contribuíram com 692 mil passageiros adicionais e compensaram as reduções registradas em outros países. O Panamá completou sete meses consecutivos de crescimento de dois dígitos, enquanto Brasil e Colômbia voltaram ao terreno positivo após as quedas registradas em junho.
O México voltou a crescer após quatro meses consecutivos de contração. O país movimentou 11,07 milhões de passageiros (+0,7%). O mercado doméstico cresceu 5,0% e acrescentou 289 mil passageiros, compensando uma queda de 4,0% no tráfego internacional. O movimento México–Estados Unidos caiu 5,4%, equivalente a 207 mil passageiros a menos.
O tráfego extrarregional seguiu apresentando desempenho mais fraco. Oito dos dez principais mercados extrarregionais recuaram em julho. México–Estados Unidos, o corredor de maior volume, caiu 5,4%. República Dominicana–Estados Unidos recuou 2,0%, enquanto Brasil–Portugal caiu 1,0%. Panamá–Estados Unidos (+10,4%) e Bahamas–Estados Unidos (+6,6%) estiveram entre os poucos grandes corredores que cresceram.
O acumulado dos sete primeiros meses do ano manteve-se positivo. Entre janeiro e julho, a região movimentou 283,1 milhões de passageiros, 2,0% a mais que no mesmo período de 2025, equivalente a 5,5 milhões de passageiros adicionais. O tráfego intrarregional acumulou o maior crescimento (+4,9%), seguido pelo doméstico (+2,6%), enquanto o extrarregional manteve-se praticamente estável (-0,1%).
Julho somou novas conexões com origem, destino e dentro da região. Passaram a operar seis rotas que não registravam serviço regular desde janeiro de 2025. O Brasil concentrou três aberturas: Brasília–Uberlândia, Foz do Iguaçu–Porto Alegre e Curitiba–Lisboa. Também começaram Felipe Ángeles–Manzanillo, Aruba–Barranquilla e Maracaibo–Miami.
“Em julho, o tráfego aéreo na América Latina e no Caribe continuou crescendo, embora em um ritmo mais moderado do que o observado no início do ano. É animador ver que mercados-chave como Brasil, México e Colômbia mantêm uma trajetória positiva, ao mesmo tempo em que o tráfego intrarregional continua se fortalecendo, refletindo a resiliência e o potencial de conectividade da região, disse Peter Cerdá, CEO da ALTA.
Cerdá destaca que persistem desafios importantes. O preço do combustível, por exemplo, está 90% acima da média de 2025, exercendo uma pressão significativa sobre os custos das companhias aéreas. Nesse contexto, é fundamental que as decisões regulatórias, incluindo a reforma tributária do Brasil, preservem a competitividade do transporte aéreo e favoreçam a conectividade.
“A aviação é um motor de desenvolvimento econômico e social para a região, e evitar encargos adicionais será fundamental para continuar impulsionando o crescimento, o turismo, o comércio e a geração de empregos”, complementa.
A análise completa, incluindo detalhes por país, mercados internacionais, novas rotas, dados sobre o ambiente de custos, combustível e tráfego aéreo, está disponível no Relatório de Tráfego ALTA – julho 2026, que pode ser acessado clicando aqui.