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Gestão Pública

Unicef faz apelo recorde para fundo emergencial pós-pandemia

A organização pede US$ 9,4 bi para ajudar 177 milhões de crianças no mundo

09/12/2021 07h27

Foto: Divulgação

O Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, está fazendo um apelo financeiro recorde para ajudar crianças que foram impactadas pelas consequências da pandemia de covid-19 e pelos impactos da mudança climática e de conflitos.

A agência pede US$ 9,4 bilhões para ajudar 327 milhões de pessoas, incluindo 177 milhões de menores. O valor é 31% maior que o solicitado no último ano, já que as necessidades seguiram crescendo.

De acordo com a diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, milhões de crianças em todo o mundo estão sofrendo com os impactos de conflitos e eventos climáticos extremos.

Ela afirma que à medida que a pandemia de covid-19 entra no seu terceiro ano, a situação dessas crianças fica ainda pior com economias em declínio, pobreza e desigualdades crescentes. 

O Unicef também destaca que a mudança climática está piorando a escala e a intensidade das emergências. O número de desastres relacionados ao clima triplicou nos últimos 30 anos. Hoje, mais de 400 milhões de crianças vivem em áreas com acesso limitado a água.

Conflito

O apelo inclui US$ 2 bilhões para o Afeganistão. No país, 13 milhões de crianças precisam de assistência humanitária urgente. Segundo o Unicef, 1 milhão de menores enfrentam desnutrição aguda grave em meio ao colapso do sistema de saúde. 

Para a Síria, a agência deve dedicar mais de US$ 900 milhões para a questão dos refugiados e US$ 334 milhões para a crise dentro o país.

Outros US$ 484 milhões vão contribuir para a resposta no Iêmen e mais de US$ 350 milhões são para programas na República Democrática do Congo.
Na Etiópia, o Unicef precisa de US$ 351 milhões para agir a favor de 15,6 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária. No país, conflitos estão deslocando milhares de crianças.

Nas áreas de conflitos, a entidade afirma que os ataques às crianças subiram em um “ritmo alarmante”. Cerca de 24 mil violações graves foram confirmadas no ano passado, o equivalente a 72 violações por dia.

Fonte: ONU News