16/02/2025 11h07
Foto: Divulgação
A região do Carajás, no Pará, receberá cerca de R$ 70 bilhões em investimentos, injetados pela mineradora Vale nos próximos cinco anos, através do Programa Novo Carajás. O objetivo é retomar a manutenção do minério de ferro na região, além de expandir a produção de cobre. O valor bilionário será aplicado até o ano de 2030 e, para a multinacional, a localidade tem potencial para a descarbonização e transição energética.
O programa soma as minas já em operação a novos alvos, para intensificar algumas produções fundamentais para a redução das emissões de carbono: o aço verde (minério de ferro de alta qualidade) e metal para transição energética (cobre). A previsão da multinacional é que a produção de minério de ferro em Carajás chegue a um ritmo de 200 milhões de toneladas por ano (Mtpa) em 2030, com o adicional de 20Mt devido a expansão da mina de Serra Sul (S11D) e a reposição da exaustão das minas atuais. No caso do cobre, se espera um crescimento de 32%, elevando a produção na região para cerca de 350 mil toneladas (Kt).
“O Programa Novo Carajás traz ganhos para o Brasil, com o potencial de posicionar o país na liderança global no fornecimento de minerais críticos e reforçar seu protagonismo no combate às mudanças climáticas, e para a Vale, ao ampliar uma frente de negócio que gera valor e oportunidades estratégicas de mercado para a companhia em uma economia baseada na indústria de baixa emissão de carbono”, observa o CEO da Vale, Gustavo Pimenta.
Além de inaugurar um novo ciclo de mineração sustentável, a multinacional prevê uma contribuição em torno de R$ 80 bi a R$ 100 bilhões por ano. No futuro, o programa permitirá um aumento de R$ 15 bilhões nas exportações do estado. “Carajás é um caso de sucesso de parceria entre público e privado, voltada para a proteção da floresta onde produzimos, com processos de mineração a seco e tecnologias inovadoras, cerca de 60% do minério que o Brasil exporta”, afirma Pimenta.